Chatice…
Outra vez engasgados com a guerra.
Impostores, abram a goela!
Sem anestesia, é arriscado…
Experimenta afastar a baioneta,
Talvez explique a acidez.
Ah! Vejo naturais combates selvagens
Lançados na funda garganta da guerra.
Escuto afunilados vales
A soltar cordas vocais
Com ordens e secreções inflamadas
Descolando crónicas respostas.
Em lenços de guerra,
Arremessam exíguas defesas
E são forçados a comer a mesma comida.
Estão todos ferrados
Aos palpáveis bens mudos
E negam acordar as palavras simples.
Ainda pulsam sinuosas passagens,
Mas a rápida descida esfria.
Ressoam, nas tensas escarpas,
Ecos de descarnadas costelas aflitas
Com o caviar que as asfixia.
Lá vem o ignorante verbo,
Profundo, extravagante,
A esconder erros por guerras
Vingadas e levadas às costas.
As guerras transportam vontades danadas,
Abatem desfiladeiros financeiros
E deixam nervuras aos pobres requintes.
Francisco Caleia 2026

